terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A tal da ansiedade

Por Isadora Terada

Volta e meia a gente carrega por aí uma mala grande e pesada que quase explode de tantas coisas guardadas. Uma mala que nós mesmos arrumamos antes de sair casa, preenchida com todos os tamanhos e tipos de ansiedades. Embora a maioria delas seja desnecessária, nós carregamos todas as preocupações, ânsias, inquietudes, aflições e estresses pelo caminho.

Por fora somos calmaria, por dentro somos caos. Os ansiosos profissionais que o digam! E às vezes não há calmante, chá de melissa, suco de maracujá ou yoga que cumpra com o combinado e assassine de vez a nossa típica ansiedade. Mas o fato de essas "técnicas" por vezes falharem, talvez seja até bom. Para abrirmos os olhos e perceber que não há razão em mascarar tais ansiedades por algumas horas, se logo depois elas reaparecem acompanhadas de uma bela insônia.

Quem sabe o remédio seja pensar que nem tudo está sob o nosso controle e que pra tudo há um tempo certo. Que seja clichê mesmo... Mas que continue sendo real. Ansiar pelo futuro, abandonando o presente nunca foi solução pra problema. O jeito é aceitar que Deus, o Universo, o tempo, ou seja lá no que você acredita, cuida do que você não é capaz de cuidar, prever ou solucionar nesse exato momento.

Assim, a gente fica mais leve, mais tranquilo, mais "de boa"... Porque aquela mala que carregamos com dificuldade todo santo dia não mais nos pertence.

Foto: Página 37 do inspirador "Pega Lá Uma Chave de Fenda". Livro que quase li inteiro, na livraria mesmo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário