Essa é uma das fotos que, para mim, revela uma das coisas mais belas e singulares que Deus colocou em meus dias.
Fechando os olhos, sou capaz de trazer ao presente as sensações da minha primeira vez em palco. A incessante tremedeira nas mãos, a mente repetindo freneticamente cada sequência, a vontade de entrar naquele palco de uma vez. Depois, o desejo de prolongar os aplausos e aquela alegria por ao menos mais cinco segundos. Uma pena eu ser tão péssima com números a ponto de não me recordar da data de tal episódio.
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| Foto: Tripous |
Ao contrário do que possam pensar, demorei a descobrir e admitir meu amor por essa arte tão insubstituível, talvez por um estranho medo de nela viciar. Depois de anos, descobri que coloco a dança em minha lista de prioridades. Depois de anos, percebi o quanto ela faz minha vida valer a pena.
Ela é minha energia, minha terapia. Ela é fuga, válvula de escape. Minha paixão. Seria hipocrisia negar verdades tão nítidas.
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| Foto: Tripous |
Talvez quem não entenda, é porque nunca foi invadido por uma paixão tão bela e incontrolável.
Eu sei que o mundo não é obrigado a entender sua felicidade em relação a algo. Ninguém é obrigado a compreender suas escolhas. Respeito é o suficiente. Mas não me impeça de pensar que todo ser humano devia, em algum momento dessa vida, encontrar algo que dê mais cor aos dias, mais liberdade ao espírito, mais brilho aos olhos.
Enfim... Em tempos de apaixonados que expressam abertamente seus sentimentos por seus namorados e namoradas por aqui, senti-me instigada a expressar os meus pela minha companheira de todos os dias, essa arte tão indescritível que chamam de dança.

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