sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Boa mesmo é a época em que nosso único medo é de bicho papão...

Porque depois, o medo é de cortar o cabelo curto demais. Medo de receber um não ou de dizer que sim. Medo de tomar iniciativa. Medo de insistir no sonho. Medo de tentar, por causa do medo de fracassar. Medo até de dizer que basta, que chega, que "FIM!".

Tem gente que tem medo de gente morta. E minha mãe diz que medo tem que ter de gente viva!

Medo de puxar papo, mandar a mensagem, fazer a ligação. Medo de olhar no olho. Medo de se envolver, de se apegar e do clichê que é se apaixonar. Porque aí ferrou, não é mesmo?

Medo de que a boca diga um 'eu te amo'. Medo de que o ouvido ouça um 'eu te amo'. Medo de pedir abraço, cafuné ou um carinho qualquer. Medo de parecer fraco, entende?

Medo de admitir o erro. Medo de pedir perdão. Medo da solidão. Medo do novo, do desconhecido, do incerto. Medo de, na cara, falar a verdade. Medo de ser e receber sinceridade. Medo de não ter capacidade. Medo de perguntar: Me ajuda?

Medo de ser 'tarde demais' ou até 'cedo demais'. Medo de repetir o passado. Medo do que reserva o futuro.

Medo de ser você mesmo, porque "O que vão falar? O que vão pensar? O que vão achar?".

Medo de sofrer. Medo de doer. Medo de ir embora ou de ficar por aqui. Até medo de sentir medo existe, sabia? Triste.

Medo de barata eu até respeito. Mas esse medo todo que a gente tem de viver, eu não aceito.

Por Isadora Satie (https://www.instagram.com/deixoescrito/)

Nenhum comentário:

Postar um comentário