Por Isadora Satie
Gente acelerada, apressada, e sempre ligada. Lembre-se de deixar a esquerda livre e não dar mole com o celular, viu?
Um dia me disseram que a cidade é cinza. É cinza, sim. Mas só das nuvens. De perto, ela é cheia das cores. As paredes de lá são papel pra poesia, são espaço pra desabafo, são como tela pros artistas mais ousados. Ela tem som de buzina, conversa, sirene e andança. Ela fica quieta, mas nunca em silêncio.
Como o próprio tempo, ela não para!
Tem gente normal, gente louca, gente mais louca ainda. Tem gente que faz da calçada a própria cama, da rua o próprio lar. Tem gente que te vê, e logo te encara. Tem gente que te vê, e timidamente sorri. Tem gente que te vê, mas não te vê.
Mas isso na minha cidade também tem, aos montes.
É uma terra de contrastes. Mescla de etnia, sotaque, classe e estilo. Tem branco, tem preto, tem amarelo. Tem misturado, tipo assim, como eu. Eu não falei que a cidade é colorida? Pois bem, ela é!
É correria, loucura, o caos! Cidade tão maluca que de algum jeito deixou meu coração em paz. Vai entender! É sempre bom estar em casa, voltar pra cidade que chamo de minha. Mas é maravilhoso partir pro que não se conhece.

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